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Participe! |
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Precisamos de assinaturas para fortalecer o Projeto de Decreto Legislativo nº 225/11, que trata do uso da energia nuclear no Brasil. Para participar desta iniciativa, assine nosso abaixo-assinado. Basta preencher corretamente o formulário a seguir. |
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Você estará contribuindo para que a população possa se manifestar acerca de tão importante tema. |
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Leia abaixo a íntegra do Projeto de Decreto Legislativo, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. |
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Energia nuclear no Brasil: exercício de democracia |
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23/06/2011 |
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*Ricardo Izar Júnior |
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Há pouco mais de três meses o mundo se vê em meio ao debate sobre a importância da energia nuclear nas grandes potências. O acidente japonês em Fukushima reacendeu a discussão que também esteve em evidência há 32 anos, com o caso norte-americano conhecido como Three Mile Island, e em 1986, com Chernobyl, na Ucrânia. Há 24 anos, o Brasil conviveu bem de perto com o terror de um acidente nuclear em Goiânia, considerado o mais grave da história do País. |
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Percebe-se, assim, que a discussão sobre os benefícios e os riscos da energia nuclear para a sociedade moderna somente se torna latente em momentos de crise. E, muitas vezes, é feita de forma bastante superficial, tendo em vista que a falta de transparência e o “secretismo” são características das atividades nucleares em governos de todo o mundo. Logo após o acidente de Fukushima, países como Alemanha, Itália e França anunciaram revisões em seus modelos nucleares e até mesmo o fechamento de usinas em áreas onde a energia nuclear corresponde a 30% do total consumido. |
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No Brasil, não há informações precisas sobre os custos das obras das duas usinas nucleares construídas no Rio de Janeiro (Angra I e II) e a forma como o Programa Nuclear Brasileiro é implementado desde a década de 70, quando foi iniciado. As usinas projetadas durante a ditadura jamais passaram por revisão para a prevenção de acidentes severos. Juntas, Angra I e Angra II geram apenas 2,5% da energia produzida no Brasil, ao custo de mais que o dobro de outras fontes de energia amplamente utilizadas no País. |
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Outro problema grave é que não há destino final para o lixo radioativo, que atualmente é armazenado no interior das próprias usinas. Até hoje não conseguimos dar destino ao lixo doméstico e hospitalar que se acumula em lixões e aterros com sérios riscos à população, quiçá a um material altamente tóxico como o radioativo. O exemplo de Goiânia é bastante atual na questão do descarte de material radiológico, que desencadeou uma ampla contaminação por Césio-137. |
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A retomada do programa brasileiro vem sendo anunciada com a construção de Angra III, que pode estar em funcionamento em 2015 e que segue o projeto militar antigo. Além disso, o governo federal anuncia a regulamentação próxima de um programa que concede benefícios fiscais de quase R$ 600 milhões a empresas dispostas a executar obras de infraestrutura na geração de energia nuclear. O programa brasileiro de expansão das usinas contempla até seis projetos no Nordeste, ao custo de R$ 10 bilhões. |
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Ambientalistas e defensores de energias alternativas e renováveis garantem que é possível investir em energias eólicas e solar, aliadas à biomassa (etanol e outras), pequenas centrais hidrelétricas e complementação térmica para suprir as necessidades da demanda brasileira prevista para 2040, quando a população se estabilizará, segundo o IBGE, em 220 milhões de habitantes. E o custo para tudo isso deve ficar em menos da metade do previsto para o programa nuclear. |
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Porém, antes de qualquer iniciativa é preciso dar voz à sociedade e trazer à tona, de forma definitiva, responsável e transparente, todos os argumentos em prol ou contra o uso desse tipo de energia. E é exatamente o que proponho por meio de plebiscito que tramita na Câmara dos Deputados. A população, totalmente esclarecida acerca de tema tão polêmico, poderá dizer ao governo se quer ou não que as atuais usinas continuem em operação e novas sejam implementadas. Respeitar a vontade da soberania popular é o melhor exercício de democracia. |
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*Ricardo Izar Júnior é deputado federal pelo PV de São Paulo |